terça-feira, 25 de julho de 2017

4º DIA DA SEMANA DE ORAÇÃO JOVEM:A igreja como um sacerdócio de todos os fiéis

Na noite de hoje, terça feira 25, deu-se continuidade a semana de Oração jovem   ao qual esta com a temática  Revolução.A reforma que mudou o mundo.Na ocasião  estão sendo abordados temas que nos levam a refletir sobre a pessoa de Cristo e seu grandioso amor.
Na 4º noite, a mensagem biblica foi transmitida pelo jovem Carlos Mick,o qual imbuído pelo espirito santo de Deus nos trouxe a mensagem:A igreja como um sacerdócio de todos os fiéis

A igreja como um sacerdócio de todos os fiéis

TODOS ESTAMOS UNIDOS EM UM — E TODOS SOMOS AMADOS POR DEUS!
Quem sou eu? Meu nome e o número de minha identificação estão no meu passaporte. É claro, o passaporte também contém uma foto minha. O nome foi dado por meus pais, o número de identificação foi determinado pelas autoridades. Nas compras on-line ou nas redes sociais, eu posso decidir meu nome de usuário. Posso escolher livremente e também acessar a conta com uma senha de minha escolha. Então,sou quem eu desejo ser; bem-sucedido e forte, inteligente e invencível, atraente
e interessante. Mas de fato quem sou eu? É o eu que eu gostaria de ser, aquele com quem sonho ser, enquanto suspiro observando os outros que parecem ter tudo o que eu sonho ter? Ou sou a pessoa da qual estou sempre fugindo? Aquela que me faz ficar exacerbado, porque subitamente não consigo me reconhecer em tudo o que penso ou faço? O que quer que façamos, essas perguntas nos acompanham por toda a vida.

CONTEXTO HISTÓRICO E INTERPRETAÇÃO DA PINTURA
Frequentemente, Lutero se fazia estas perguntas: Será que sou apenas um monge insignificante, da Alemanha ignorante, como os papas em Roma dizem que sou? Sou o líder de bandos de camponeses que depositaram todas suas esperanças em mim, em sua rebelião contra as normas da servidão opressiva? Sou um herói popular que é recebido pelas massas com grande entusiasmo porque exigi que a Igreja Católica Romana realizasse as reformas que também têm sido pedidas pela maioria dos príncipes alemães?

Naquela época, a sociedade era estritamente segregada em três classes sociais que se distinguiam prontamente em toda parte na vida pública. Havia os que tinham pouco ou nada, normalmente agricultores, camponesas e artesãos. Acima deles, estava o clero e os dirigentes religiosos e, por fim, a nobreza, como líderes seculares. Essas diferenças eram ainda mais visíveis em cada igreja: a nobreza tinha assento especial nos compartimentos reais, chamados de Schwalbennester (ou ninhos da andorinha). O clero tinha seu lugar na parte da frente da igreja, chamada de coro, com assentos requintadamente elaborados, denominados como cadeiras do coro. Todos os demais permaneciam em pé, na nave ou no hall principal. Era uma sociedade estritamente segregada. Por isso, muito raramente Lutero tinha permissão de visitar seu protetor, o Príncipe Frederico, o Sábio, embora vivessem apenas a um quilômetro de distância um do outro. Toda a sociedade, bem como a igreja, sofria sob essa segregação. A distinção de classes também determinava o que você tinha permissão de usar, bem como o que poderia comer. Tudo isso também formava o conceito que muitas pessoas naquela época tinham de Deus, porque a igreja e o clero proclamavam que essa era uma ordem dada por Deus e que ninguém tinha o direito de mudar – esse era seu destino!

Em 1520, Lutero publicou seu famoso tratado intitulado A Liberdade do Cristão. Ele apresentou uma nova ordem e modelo cristão da sociedade. Lutero declarou: “O cristão é um senhor libérrimo sobre tudo, a ninguém sujeito. O cristão é um servo oficiosíssimo de tudo, a todos sujeito”.1 À primeira vista, essa declaração parece contraditória e confusa. Mas com o conhecimento daquele então, essa declaração dialética foi um convite para o diálogo; destinada a provocar a discussão pública, podemos então melhor compreender porque Lutero escolheu esse tipo de declaração para introduzir uma de suas declarações centrais da Reforma a um amplo ciclo de pessoas cultas. A primeira declaração se refere à vida do cristão que foi libertado por Deus para viver uma nova vida; a segunda se refere à sua vida em relação a seus semelhantes. O cristão que foi aceito por Deus e, portanto, libertado, que já não mais se encontra em uma luta desesperada – e no fim quase sempre malsucedida – para se definir e afirmar, pode, finalmente, de fato ver e compreender as preocupações e necessidades dos outros. Ele não precisa mais se preocupar quanto ao significado e propósito de sua vida. Esse cristão é então liberto para servir seus semelhantes com criatividade livre e pode transmitir
o amor que ele mesmo recebeu de Deus. É assim que a igreja deveria ser.

É exatamente essa compreensão do amor de Deus e do conceito da igreja, de acordo com o ideal de Lutero, que Lucas Cranach pintou seu famoso Altar da Reforma. Aqui Cranach pintou uma mesa redonda, contrastando com as longas mesas nas quais as refeições eram servidas naqueles dias. A pessoa mais importante se sentava à cabeceira e a menos importante, a mais pobre, era banida para o
lugar mais inferior, ao pé da mesa. Na mesa redonda, não há cabeça ou pé. Todos são iguais. Até mesmo Judas, que já colocou um pé para fora, preparando-se para deixar a reunião, ainda está sentado perto de Jesus. Junto a Jesus, do outro lado, vemos o apóstolo João, e à direita da pintura, vemos Lutero. Ele não mais é retratado como um monge e como um professor universitário, mas como o “Junker Jörg” (Cavalheiro Jorge [seu pseudônimo]). Essa era a sua aparência enquanto vivia sob esse nome falso, no Castelo de Wartburg. Lutero está sentado como um cidadão comum com Jesus Cristo, à mesa da ceia. E Lucas Cranach, o jovem, está lhe entregando a taça com o vinho da comunhão. Cranach é retratado aqui usando asroupas de um nobre a fim de demonstrar que aos olhos de Deus não há diferenças na hierarquia social. Na presença de Jesus, não há o primeiro e o último, aristocratas ou cidadãos comuns, mas simplesmente filhos de Deus. A propósito, as outras pessoas à mesa da comunhão não são apenas personagens retratados ao acaso, com rostos anônimos. Eles são cidadãos bem conhecidos da cidade. Por exemplo, entre eles está o renomado publicador de livros, Melchior Loter, que imprimiu muitos escritos de Lutero. Na presença de Jesus, a igreja e a sociedade estão unidas.

COMO MARTINHO LUTERO ENTENDIA O SACERDÓCIO DE TODOS OS CRENTES:
Lutero via a igreja como um lugar onde as pessoas eram igualmente amadas a aceitas por Deus, independentemente de sua posição social. Não era necessário que você viesse de uma família influente, nem educada ou rica para fazer a diferença, tudo o que importava é que simplesmente vimos a Jesus. O melhor lugar para isso é quando a igreja se reúne para o culto – assim como os discípulos retratados na pintura da Santa Ceia, que se reuniram com Jesus. Esse é o fundamento da igreja cristã, no sentido do centro do poder que nos fortalece e a força motriz
que nos move como igreja.

Na dedicação da Igreja do Castelo, em Torgau, o primeiro edifício da nova igreja protestante, Martinho Lutero caracterizou o “culto” como um momento em que prestamos nosso culto a Deus e este também presta assistência aos seres humanos. Por exemplo, em seu sermão ele descreveu a igreja como sendo consagrada a Jesus Cristo com o único propósito de ser um lugar onde o Senhor podia falar por intermédio do Espírito Santo às pessoas ali reunidas, enquanto elas falavam com Ele em suas orações e cantos de louvor.

Nos cultos de adoração da igreja, diferentes pessoas se reuniam, indo das pouco instruídas aos que tinham grandes responsabilidades no trabalho e na sociedade. São pessoas que sempre viveram ali, bem como refugiados de outros países – isso é a igreja. Mas no culto, Deus não faz diferença e fala a cada um de nós sem discriminação. Todos podemos compreendê-Lo. E respondemos juntos,
em uma só voz, quando cantamos e oramos. Parecia como se o mundo tivesse sido virado de cabeça para baixo. Mas seja o que for que pode nos separar: idade, gêneros, nacionalidade, riqueza e posses, educação, etc., na igreja, todos nos unimos como um corpo porque Deus nos ama e criou cada um de nós. Esse é um tipo de liberdade totalmente novo, a dádiva da liberdade que vem do Evangelho.

Essa liberdade era algo que Lutero havia experimentado. Na verdade, seu nome de batismo foi “Martin Luder”. Porém, no alemão, o último nome não soava bem: pelo contrário, designava alguém de reputação muito questionável. É por isso que, seguindo o costume da época, Lutero posteriormente passou a usar outro nome. Por volta de 1512, ele começou a se chamar de “Eleutherios”. Originalmente, a palavra vem do grego, a língua do Novo Testamento, e significa “aquele que é livre”. Posteriormente, passou a usar a forma abreviada, chamando-se de “Luther” (Lutero). Esse novo nome era um indício de sua nova vida com Cristo. Ele fora libertado, havia experimentado o Evangelho em sua vida e buscava a companhia de outros que passaram pela mesma experiência.

COMO TODOS PODEMOS NOS UNIR E SER UM
Alguma vez você encontrou alguém que de imediato você soube que era cristão? Bem, isso se deve ao fato de que a verdadeira unidade cristã se baseia no princípio da nova vida em Cristo. Ele se baseia no que não se pode ver, no corpo espiritual de Cristo, formado de crentes, não uma denominação, mas todos os crentes no mundo.

“O que é nascido da carne é carne; mas o que nasce do Espírito é espírito. Não te surpreendas pelo fato de Eu te haver dito: ‘deveis nascer de novo’” (João 3:6-7).

No texto acima, vemos Jesus dizendo a Nicodemos que ele deveria nascer de novo. O Espírito Santo é o agente desse novo nascimento. Sem o Espírito Santo não podemos pertencer a Cristo (ver Romanos 8:9). É o chamado de Deus que nos une em um corpo através de um Espírito.

A igreja é o lugar onde podemos sentir, de forma especial, que Jesus está ao nosso lado. Estou certo de que você também já teve seu coração profundamente tocado por um hino, por um sermão, por uma discussão na Escola Sabatina ou, simplesmente, por estar na companhia de outros membros da igreja. Nesses momentos,parece que Jesus estava ali entre vocês. Foi exatamente isso que Ele pretendia quando fundou a igreja. Seus discípulos também passaram por essa experiência.

Talvez você diga: esse é o meu sonho, mas na igreja minha experiência é muito diferente. Há disputas e lutas por influência, poder e cargos oficiais. Sinto que as pessoas não me levam a sério, nem os meus questionamentos. Desejo muito experimentar a amizade com Jesus, mas sinto tão pouco desse amor na igreja. Infelizmente, algumas vezes isso é verdade. E então é como dirigir um carro com o freio de mão puxado. Se você ainda não passou por isso, pode tentar e ver como é. Se o freio não for liberado, será difícil avançar com o veículo. Você sente que algo o está segurando. Em algum momento os pneus começam a soltar fumaça e você sente um cheiro acre. Como você detecta o problema? As rodas não giram livremente e o resultado é que o funcionamento perfeito do carro se torna nada mais do que um enorme peso.

Então, qual é a solução? É aprender a primeira lição que o evangelho nos ensina! Todos estamos unidos como um no amor de Deus e na graça que Ele livremente dá a todos os que creem. A unidade entre os crentes é uma questão importante na Bíblia. Ela era tão importante para Jesus que Ele orou por isso pouco antes de morrer na cruz.

Tendo dito essas palavras aos seus discípulos, Jesus levantou seus olhos para o céu e orou: “Pai, é chegada a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique, assim como lhe outorgaste autoridade sobre toda a carne, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida
eterna é esta: que te conheçam a Ti, o Único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. [...] para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste. Eu lhes tenho transferido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos” (João 17:1-3, 21-22).

Paulo nos lembra de que é o Senhor que prepara nosso coração para responder ao evangelho com a fé que salva. Consideremos dois textos bíblicos:

Pois Ele nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas em função da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi outorgada em Cristo Jesus desde os tempos eternos - (2 Timóteo 1:9).

Uma das mulheres que nos ouviam era temente a Deus e chamava-se Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. E aconteceu que o Senhor lhe abriu o coração para acolher a mensagem pregada por Paulo - (Atos 16:14).

Para enaltecer a unidade na fé, devemos compreender sua importância. Devemos praticar as qualidades que a preservam. Devemos nos esforçar para protegê-la e preservá-la. Ela era tão importante para Cristo que Ele morreu para nós pudéssemos tê-la! Todos os verdadeiros crentes recebem a salvação oferecida por Cristo como o dom gratuito, o dom do amor. Se você sabe que é amado, você também se ama e é livre para crescer e se desenvolver na pessoa que você realmente é. Se você sabe que é amado, você também tem a liberdade de amar os outros incondicionalmente, assim como Deus nos ama incondicionalmente. Em nossa caminhada diária de fé, crescemos e amadurecemos como cristãos e em nosso amor uns pelos outros, e também experimentaremos a unidade da fé.

Paulo fala a respeito dela em Efésios 4:13 (itálico acrescentado): “Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da estatura da plenitude de Cristo”. Ela se torna mais forte à medida que crescemos na fé. Essa é a unidade que mantemos plenamente quando vemos Jesus, a esperança de nossa salvação.

É por isso que, como cristãos, cantamos: “Oh! Que esperança!”

Oh! Que esperança vibra em nosso ser,
Pois aguardamos o Senhor!
Fé possuímos, que Jesus nos dá,
Fé na promessa que nos fez.
Eis que o tempo logo vem,
E as nações daqui e além
Bem alerta vão cantar:
Aleluia! Cristo é Rei!
Oh! Que esperança vibra em nosso ser,
Pois Aguardamos o Senhor. (HA, 469)

NOSSO LEGADO
A igreja reúne todos os tipos de pessoas de vários contextos. Quando os membros focam em Jesus, pode ser sentida a unidade e a irmandade. Ellen White explica o segredo da verdadeira unidade: “O segredo da verdadeira união na igreja e na família não é a diplomacia, o trato habilidoso, o sobre-humano esforço para vencer dificuldades — embora haja muito disto a ser feito — mas a união com Cristo. Quanto mais perto nos achegamos de Cristo, mais perto estaremos uns dos outros. Deus é glorificado quando Seu povo se une em ação harmoniosa” (O Lar Adventista, p. 179). Na casa de Deus todos são iguais. Todos somos filhos do mesmo Deus. Odiar e rejeitar uns aos outros é odiar ou rejeitar a imagem de Deus na outra pessoa. Portanto, o amor e a paz, a harmonia e o decoro, a ordem e a estrutura são valores e ideais altamente estimados para que a missão ocorra, assegurando que seguiremos unidos na comissão dada por Jesus – nossa atividade principal. Apreciar a companhia dos crentes deve ir além da mera frequência. O envolvimento total na vida e missão da igreja ajudará a unir a igreja.

Nosso legado: “A igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Em continuidade do povo de Deus nos tempos do Antigo Testamento, somos chamados para fora do mundo; e nos unimos para prestar culto, para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para o serviço a toda a humanidade e para a proclamação mundial do evangelho. A igreja recebe sua autoridade de Cristo, o qual é a Palavra encarnada revelada nas Escrituras. A igreja é a família de Deus; adotados por Ele como filhos, seus membros vivem com base no novo concerto. A igreja é o corpo de Cristo, uma comunidade de fé, da qual o próprio Cristo é a cabeça. A igreja é a noiva pela qual Cristo morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la. Em sua volta triunfal, Ele a apresentará a si mesmo igreja gloriosa, os fiéis de todos os séculos, a aquisição de seu sangue, sem mácula, nem ruga, porém santa e sem defeito (Gn 12:1-3; Êx 19:3-7; Mt 16:13-20; 18:18; 28:19, 20; At 2:38-42; 7:38; 1Co 1:2; Ef 1:22, 23; 2:19-22; 3:8-11; 5:23-27; Cl 1:17, 18; 1Pe 2:9)”.3

A PROMESSA DE DEUS PARA VOCÊ:
Jesus orou para que você fosse unido com Ele assim como Ele é unido com o Pai. Leia João 17:20-26:

Não oro somente por estes discípulos, mas igualmente por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste. Eu lhes tenho transferido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos: Eu neles e Tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que Tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Pai, eu desejo que os que me deste estejam comigo onde Eu estou e contemplem a minha glória, a glória que me outorgaste porque me amaste antes da criação do mundo. Pai justo, o mundo não te tem conhecido; Eu, porém, te conheci, assim como estes entenderam que Tu me enviaste. Eu lhes dei a conhecer o teu Nome e ainda continuarei a revelá-lo, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e Eu neles esteja.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

3º DIA DA SEMANA DE ORAÇÃO JOVEM:Cristo como o centro de nossa vida (solus Christus)

Dando continuidade a semana de Oração Jovem, a terceira noite foi de adoração e muitos louvores ao Deus Altissimo.O jovem Danilo elevou sua voz em louvor ao soberano  Deus e merecedor de toda honra e glorias.

A mensagem da noite foi transmitida pelo Jovem Felipe, que nos trouxe o tema:Cristo como o centro de nossa vida (solus Christus)



Cristo como o centro de nossa vida (solus Christus)

EU ESCOLHI VOCÊ—PARA SEMPRE E SEMPRE!
Quando foi a última vez que você orou? A oração fortalece seu coração ou o deixa com um sentimento de vazio? Você segue orando porque isso o leva à presença de Deus ou simplesmente porque sabe que é uma boa prática, embora não necessariamente impacte a sua vida? Será que a oração é um exercício rotineiro, no qual você sempre repete as mesmas palavras? Será que sua oração, na verdade, não é só uma lista de compras; e, quando chega o momento de falar das orações respondidas, você simplesmente espera que acabe rápido, porque já faz muito tempo que você teve alguma experiência com Deus? Se é assim que você se sente, então vejamos como Martinho Lutero aprendeu na Bíblia como enriquecer sua vida de oração. Quando ele estava no monastério, os monges tinham momentos fixos de oração juntos; embora algo assim possa facilmente se tornar uma tradição vazia, exerceu impressão duradoura por toda a sua vida.

CONTEXTO HISTÓRICO E INTERPRETAÇÃO DA PINTURA
Martinho Lutero era um homem de oração. Quando ele orava, sentia como se uma porta para Deus se abrisse para ele. Era sua conexão de alta velocidade com Jesus quando estava estudando a Bíblia ou quando enfrentava dificuldades  aparentemente insuperáveis. Hoje, mal podemos imaginar quanta coragem ele teve para desafiar a igreja, que dominava cada aspecto da vida. Em nossos tempos modernos, as pessoas, em quase todo país do mundo ocidental, têm liberdade para escolher a fé que desejam praticar. Mas esse não era o caso naqueles dias. Na maioria dos países europeus, todos pertenciam à mesma igreja, à Igreja Católica. Quem quer que fizesse oposição a essa igreja e publicamente criticasse o papa era rotulado como herege e se tornava um pária social. Quem quer que se opusesse a esse tipo de pressão necessitava de apoio e ajuda significativos. Lutero encontrou sua maior ajuda em Jesus Cristo. Por isso a oração era muito importante para ele.

Iremos agora, novamente, voltar nossa atenção para a parte inferior do Altar da Reforma a fim de considerarmos, por um momento, o motivo da paixão de Lutero pela oração. Vemos Jesus Cristo no centro da pintura. Ele acabara de ser crucificado – por nossos pecados. Quando olhamos para Seu rosto, podemos sentir a intensidade de Sua dor e sofrimento. Sua cabeça está inclinada para o lado e o sangue correndo de Suas feridas. Seu corpo esquelético, espancado, está esticado, quase prolongado de forma anormal, e os dois braços têm o mesmo aspecto. Seu corpo excessivamente estendido dá a impressão que Ele próprio é a cruz. Se considerarmos a parte inferior da pintura, no contexto total do Altar da Reforma, parece que Jesus na cruz estava carregando o todo o peso com Seus braços estendidos: a culpa do mundo inteiro, de nossos pecados, mas também da igreja e do mundo em si. Ao estruturar a composição da pintura, o artista Lucas Cranach colocou a cena da Ceia do Senhor diretamente acima da plataforma, como um símbolo para a igreja como um todo. Desta forma, Jesus carrega a todos nós, a cada dia, em seus braços estendidos. Quando entendo isso, há apenas uma coisa que posso dizer: Muito obrigado, Jesus!

COMO MARTINHO LUTERO ORAVA
Nos dias de Martinho Lutero, a oração fazia parte da vida diária das pessoas. Porém, normalmente, eram orações memorizadas, como a oração do Santo Rosá- rio, que não requeria muita consideração mental. As orações eram apenas recitadas monotonamente, repetidas muitas vezes. Cria-se que quanto mais você as repetia, maior a assistência divina você obteria; mas isso não ajudava, pois, o coração seguia vazio. Havia um grande perigo de que a oração se tornasse uma forma exterior,
 uma boa ação feita para agradar a Deus. Não demorou muito até que Lutero reconhecesse a grande importância da oração pessoal e pública para a nova igreja da Reforma. Por isso ele escreveu um primeiro livreto sobre a oração, em 1522, que foi publicado em inúmeras edições e estava entre os escritos mais amplamente distribuídos naquele tempo. Esse livreto continha não apenas exemplos de orações, mas também explicações expondo o significado e a importância dos Dez Mandamentos, da Oração do Pai Nosso e de outros versos importantes da Bíblia.

Martinho Lutero escreveu um livrinho especial para um velho e bom amigo, Peter Beskendorf, que enfrentava uma situação muito difícil. O livro intitulado A Simple Way to Pray (Como Orar, em português) é ainda muito relevante. Ele inicia seu conselho simplesmente falando de sua própria experiência: “Caro Mestre Pedro”, ele escreve, “Passo-lhe adiante minha experiência com a oração e a maneira como costumo praticá-la. Nosso Senhor Deus conceda a você e a todos os demais que o possam fazer melhor. Amém”.1 Então segue o primeiro conselho importante:

Por isso é bom que, de manhã cedo, se faça da oração a primeira atividade, e de noite, a última. E cuide-se muito bem desses pensamentos falsos e enganosos que dizem: Espera um pouco, daqui a uma hora vou orar, antes ainda tenho que resolver isto ou aquilo. Porque com esses pensamentos a gente passa da oração para os afazeres que prendem e envolvem a gente a ponto de não mais sair oração o dia inteiro.
Mas como deveríamos orar? O conselho de Martinho Lutero é que não se deixe simplesmente os pensamentos seguirem livremente seu curso, antes devemos ler os versos da Escritura que chamam a nossa atenção para Deus; por exemplo, a Oração do Pai Nosso (Mateus 6:9-13), ou os Dez Mandamentos (Êxodo 20:2-17). Ele dedica tempo para meditar completamente em cada verso (por exemplo as petições individuais da Oração do Pai Nosso ou cada um dos Dez Mandamentos), considerando cuidadosamente as palavras a fim de captar seu significado. E então, descrevendo sua experiência, ele diz que não devemos imediatamente começar a falar, mas primeiro apenas ouvir. “Pois é o Espírito Santo que prega aqui”. Ele então sempre tenta fazer quatro perguntas:
1. O que este verso da Bíblia nos diz sobre Deus? Com essa pergunta, Lutero está buscando ensinos teológicos; princípios fundamentais que são importantes à nossa fé; está buscando o que o verso nos diz a respeito da natureza e da vontade de Deus. O que Deus está me ensinando aqui e agora?
2. A pergunta seguinte que Lutero faz é: Pelo que devo ser agradecido? Que dádiva Deus está me concedendo agora? O primeiro significado do verso em si. O reformador procura passar muito tempo tentando responder essa pergunta porque os céus estão abertos àqueles que são agradecidos
3. Então se segue uma pergunta introspectiva: Pelo que devo pedir perdão? Com que frequência eu me esqueço de agradecer a Deus por Suas dádivas? A oração inclui uma abertura para a correção de Deus. Confessar nossos erros e receber o perdão de nossas culpas e pecados são importantes aqui.
4. Como a última das quatro formas básicas de oração, Lutero fala de nossas petições. Pelo que devo pedir? Este é o ponto onde falamos com Deus a respeito de tudo o que temos no coração. Por exemplo, meus anseios e desejos, ou um pedido para que Deus intervenha de forma concreta.

Para Lutero, essas quatro perguntas serviam como boa ferramenta para a oração. Assim se estabelece um diálogo: ele ouve e Deus responde. Assim sendo, tudo o que o perturba ou impulsiona pode ser trazido a Deus em oração; e, desta forma, a oração não é apenas em uma direção, mas um diálogo real, uma conversa com Deus. Aqueles que oram, esperam uma resposta. Essa é a verdadeira fé em ação.

Martinho Lutero destaca que o próprio Deus disse que a oração é uma parte essencial da fé. Deus nos ordenou orar; mais do que isso, Ele prometeu responder as nossas orações. Ele até mesmo nos deu um exemplo de como orar, por meio de Seu Filho, Jesus Cristo: a Oração do Pai Nosso. Aqueles que reivindicam essas promessas não serão desapontados.
Na verdade, a oração se assemelha à comunicação entre duas pessoas que se gostam muito. Você não precisa apenas ficar balbuciando, deve parar para ouvir. E quanto mais um conhece o outro, mais intenso é o diálogo. Lutero fez da oração uma prioridade e quanto mais ocupado estava, mas ele orava; ele queria estar em contato com Deus e mantê-Lo envolvido em tudo o que ele fazia. Lutero, muitas vezes, falou da oração e estas são algumas das frases atribuídas a ele: “Tenho muitas coisas para fazer hoje, então preciso orar muito”. “Estou tão ocupado hoje, que preciso passar três horas em oração para conseguir fazer tudo”. “O trabalho do cristão é a oração”.
COMO PODEMOS ORAR
Imagine que você faz parte de uma família maravilhosa em que todos vivem juntos. Sua família consiste de você e de seus pais, de seu irmão e irmã, de seu cônjuge, se casado, de seus filhos e talvez também de seus avós, todos vivendo na mesma casa. Mas... vocês não conversam entre si. Ninguém tem nada a dizer um ao outro; vocês apenas ficam no seu canto, ligados em seus smartphones. A cozinha é o único lugar onde vocês podem se deparar rapidamente um com o outro. Porém, no demais, todos apenas seguem seu caminho. Essa realmente é uma família maravilhosa? Certamente, não.
Hoje sabemos que para termos felicidade e sucesso – quer no casamento e na família, na igreja, na escola ou no trabalho – a comunicação eficiente é absolutamente essencial. Muitos cursos de graduação e de pós-graduação, seminários e programas de treinamento são oferecidos nessa área. Certamente, quanto melhor nos comunicarmos uns com os outros, melhor nos conheceremos. Parece que duas pessoas que se amam nunca ficam sem assunto, e assim sempre conseguem se conhecer melhor. O mesmo ocorre no relacionamento com Jesus. Como Ele vai falar com a gente se não ouvimos o que Ele tem a dizer? E como podemos esperar conhecê-Lo se não conversamos com Ele? Além do mais, você não pode dizer que conhece um atleta renomado, por exemplo, apenas porque o vê na TV! Conhecer alguém é mais do que isso. Significa que vocês se comunicam pessoalmente. Isso envolve diálogo e apreciação mútua. Exatamente como isso ocorre, quer através das diversas redes sociais ou face a face, não é o mais importante.

Se lermos a Bíblia, prontamente descobriremos quanto a oração significava para as pessoas na Bíblia; como para eles era “normal” falar de todas as suas alegrias e aspirações, de todos seus fardos, preocupação e até mesmo de sua ira contra Deus, pela oração. O livro de Salmos contém muitas orações pessoais escritas por Davi e vários outros autores que valorizavam o tempo passado em meditação. Para eles, como para Lutero, o reformador, a oração era a porta para passar toda uma vida na presença de Jesus – como em um maravilhoso casamento espiritual.

NOSSO LEGADO
É um descuido fatal iniciar o dia sem falar com o Criador e buscar forças para enfrentar o dia. Ellen White escreve: “E se o Salvador dos homens, o Filho de Deus, sentia a necessidade de orar, quanto mais devemos nós, débeis e pecaminosos mortais que somos, sentir a necessidade de fervente e constante oração!” (Caminho a Cristo, p. 93). A oração é uma forma de mostrar quem é o centro de nossa vida. Mediante a oração, reconhecemos o poder de Deus e fazemos petições apenas no nome de Jesus! Oh, que nome! Que amigo temos em Jesus! “Ele existe antes de tudo o que há, e nele todas as coisas subsistem” (Colossenses 1:17). Jesus é o centro de nossa vida. Jesus é o Evangelho. Por meio dEle todas as coisas vieram à existência. Por isso, Jesus está pronto a ser contatado através da oração.

Nosso legado: “Deus, o Filho Eterno, encarnou-se como Jesus Cristo. Por meio dele foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Sendo para sempre verdadeiramente Deus, Ele se tornou também verdadeiramente humano, Jesus, o Cristo. Foi concebido do Espírito Santo e nasceu da virgem Maria. Viveu e experimentou a tentação como ser humano, mas exemplificou perfeitamente a justiça e o amor de Deus. Por seus milagres manifestou o poder de Deus e atestou que era o Messias prometido por Deus. Sofreu e morreu voluntariamente na cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu ao Céu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez, em glória, para o livramento final de seu povo e a restauração de todas as coisas (Is 53:4-6; Dn 9:25-27; Lc 1:35; Jo 1:1-3, 14; 5:22; 10:30; 14:1-3, 9, 13; Rm 6:23; 1Co 15:3, 4; 2Co 3:18; 5:17-19; Fp 2:5-11; Cl 1:15-19; Hb 2:9-18; 8:1, 2).2

A PROMESSA DE DEUS PARA VOCÊ:
“E se esse meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha face, e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e seus erros e curarei a sua terra”. E então acrescenta: “De hoje em diante os meus olhos estarão observando e os meus ouvidos atentos às orações que serão realizadas neste lugar” (2 Crônicas 7:14-15). De fato, o Senhor está dizendo: “Quero curá-lo e perdoá-lo, mas estou aguardando que você se humilhe e ore”.

2º DIA DA SEMANA DE ORAÇAO JOVEM: Somente pela Graça (sola gratia)

No segundo dia da Semana de Oração Jovem, a mensagem biblica foi trasmitida pela Irmã Daiane Torres, que trouxe  o tema :

Somente pela Graça (sola gratia)

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 Como você imagina Deus? Embora ninguém nunca O tenha visto, em nossa mente, temos uma ideia de como Ele é. Formamos essa visão pelos retratos com os quais estamos familiarizados; retratos extraídos de nossa primeira infância e durante nossa vida até o presente. Para alguns de nós, Deus Se assemelha a um Pai maravilhoso que olha para nós com bondade e que sempre tem uma resposta para nossas questões e problemas. Ele não trabalha em horário comercial e não precisa ser subornado para escolher nos ajudar. Outros, talvez O vejam como um vovô de cabelos brancos, com barba longa e olhar bondoso; alguém que está disposto a fechar os olhos para nossas faltas, e que também pode ser facilmente enganado.

Ainda outros podem ver Deus como um inspetor e juiz implacável, que sempre ameaça com consequências e punição assim que fazem algo errado; alguém que é impiedoso e imprevisível; alguém que nunca está satisfeito, não importa o quanto tentemos. Esse era exatamente o tipo de conceito que a maioria das pessoas tinha de Deus durante a Idade Média. Viam a Deus como um juiz insensível que exigia de nós, seres humanos, muito mais do que conseguiríamos fazer ou cumprir. Esse era também o conceito que Martinho Lutero tinha de Deus enquanto crescia.

CONTEXTO HISTÓRICO E INTERPRETAÇÃO DA PINTURA 
Lutero acreditava que depois da morte teria que sofrer a punição por cada pecado que cometera no purgatório. De acordo com a Wikipedia, a enciclopédia livre, na teologia cristã e, especialmente, na teologia católica, o “purgatório é a condição e processo de purificação ou castigo temporário em que as almas daqueles que morrem em estado de graça são preparadas para o Reino dos céus”. Somente os que morrem em estado de graça, mas que ainda não cumpriram a punição temporal devido a seu pecado, podem estar no purgatório e, assim sendo, ninguém que se encontra no purgatório permanecerá eternamente nesse estado ou irá para o inferno

Em 1505, quanto Lutero passou a viver como monge, no monastério dos eremitas agostinianos, em Erfurt, a sensibilidade de sua consciência culpada se aguçou ainda mais. Agora que ele tinha muito tempo para as devoções e a oração, constantemente estava pensando em seus pecados, que pesavam muito sobre ele. Não eram grandes pecados, como assassinato ou homicídio que o preocupavam; ele não tinha esse tipo de problema. Eram, em especial, os pensamentos que ele não conseguia controlar. Por exemplo, ele era perseguido pela ansiedade de que poderia ter pecado em sonhos. Porém, nada havia que ele pudesse fazer para impedi-los. Quanto mais tempo passava com Deus, mais lhe parecia que Deus era um juiz implacável; alguém a quem ele queria evitar. Cada vez mais ele era atormentado por perguntas como: “Como posso ser aceito aos olhos de Deus? Como a Bíblia O chama de Deus misericordioso se Ele exige algo de nós que nunca poderemos cumprir? Tenho feito o meu melhor, mas não consigo guardar os mandamentos. Assim sendo, a lei de Deus segue me condenando repetidas vezes. Não, esse Deus não ama os seres humanos; antes, ele está jogando um jogo cruel conosco. Esse não é um Deus de amor”

Lutero foi ainda mais longe. Ele jejuava mais, comia menos e passava quase que noites inteiras em oração. Mas isso não o ajudava; não conseguia viver sem pecar. Sentia-se mais e mais culpado e incapaz de cumprir a lei de Deus. Por fim, come- çou a odiar a Deus. Johannes von Staupitz, seu superior no monastério, via como Lutero era atormentado por esses pensamentos. Mas como poderia ajudá-lo? Primeiro, ele deixou claro para Lutero que parte do que ele chamava de ‘pecado’ era, na verdade, apenas ‘Mumpitz’ – o tipo de absurdo com o qual ele não deveria perder tempo se preocupando. Porém, o mais importante, ele lhe disse: “Irmão Martinho, olhe para Jesus e não tanto para o que você acha serem pecados!”.

Lutero seguiu o conselho de seu superior. Certo dia, em seu estudo, Deus o levou a compreender a verdade que, por fim, mudou o mundo. Não sabemos o dia ou o ano exato desse encontro divino, mas, um ano antes de sua morte, Lutero escreveu sobre o momento que estabeleceu o curso para a Reforma Protestante. Ele descreveu como ele tinha quase perdido completamente a fé em Deus até que ...

Finalmente, pela misericórdia de Deus, meditando de dia e de noite, consenti ao contexto das palavras, a saber: “Porque no Evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: O justo viverá pela fé”. Então comecei a entender [que] a justiça de Deus é aquela pela qual o justo vive por um dom de Deus, em outras palavras, pela fé. E este é o significado: no Evangelho, é revelada a justiça de Deus, isto é, a justiça passiva com a qual [o] Deus misericordioso justifica-nos pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. Foi quando senti como se tivesse nascido de novo e entrado no paraíso por portões abertos. Aqui, me foi mostrada uma face completamente diferente da Escritura. Com base nisso, percorri outra vez, de memória, os textos das Escrituras. Também encontrei uma analogia em outros termos, tais como: a obra de Deus, ou seja, o que Deus faz em nós; o poder de Deus, com o qual ele nos fortalece; a sabedoria de Deus, com a qual Ele nos torna sábios; a força de Deus, a salvação de Deus, a glória de Deus (Luther’s Works, v. 34, p. 337).1

Lutero reconheceu que Deus nos dá Sua justiça como um dom gratuito. Portanto, é Ele quem nos salva. Na mesma proporção que Deus condena o pecado, Ele também nos ama e nos deu Seu Filho Jesus Cristo para morrer por nós na cruz. Aqueles que olham para Jesus não precisam mais temer a Deus; mas, como disse Lutero, eles já têm as chaves dos portões do paraíso em seus bolsos hoje.

Na plataforma do Altar da Reforma de Wittenberg, vemos Martinho Lutero pregando à congregação de sua igreja. Sua mão esquerda aponta para a Bíblia. Esse foi o fundamento e o ponto de partida para cada um dos muitos sermões feitos entre 1514 e sua morte em 1546. Com o braço direito, ele aponta a Jesus, pendurado na cruz por nossos pecados. Lutero não podia e não queria esquecer quem deveria ser o ponto focal em cada sermão. Não se trata de nossos pensamentos ou de ilustrações e metáforas, mas do próprio Jesus Cristo. Este é o fundamento de nossa fé. Este é o fundamento de nossa pregação do Evangelho. E se formos habilidosos na pregação e, algumas vezes, temos a tendência de ocupar o centro do palco, necessitamos, então, ser lembrados repetidas vezes que tudo o que temos e somos é um dom de Deus. Somente seremos capazes de verdadeiramente compreender a Palavra de Deus se verdadeiramente compreendermos o que Jesus nos ensinou: que todas as Escrituras testificam dEle ( João 5:39).

A GRANDE IMPORTÂNCIA DA JUSTIFICAÇÃO SOMENTE PELA FÉ PARA MARTINHO LUTERO

Na igreja, durante a Idade Média, tudo girava em torno do que nós poderíamos fazer para obter favor aos olhos de Deus; a respeito das boas obras para agradar a Deus e abreviar o tempo gasto no purgatório. Nosso relacionamento com Deus era considerado quase como uma conta bancária: O pecado o afundava mais e mais em dívida, na condenação, o que significava mais tempo passado no purgatório para purgá-lo de seus pecados depois da morte. Mas suas boas obras podem ajudar a melhorar o saldo de sua conta. Porém, nenhum de nós nunca teria certeza absoluta de que nossas boas obras foram suficientes para nos tornar aceitáveis aos olhos de Deus no juízo final. É por isso que as boas obras eram tão importantes. O fato crucial era provar a Deus o quanto poderíamos realizar. Lutero, posteriormente, chamou essa forma de pensamento de “teologia da glória humana” (theologia gloriae), e devido à sua própria experiência, ele sabia que esse era um empreendimento inútil, uma rua sem saída. A despeito de todas as nossas boas obras, ainda vivemos com uma natureza pecaminosa. Sem a graça de Deus, não podemos cumprir a Sua vontade. Mas, visto que o próprio Lutero havia experimentado como a cruz havia ganhado todo um novo significado para ele, porque Jesus já tinha pagado o nosso perdão por Sua morte, Lutero agora chamava a nova forma de pensamento, que era o fundamento da Reforma Protestante, de “teologia da cruz” (theologia crucis). Inicialmente, ele ficou impressionado de quão fácil a vida de fé subitamente tinha se tornado. Não mais a luta constante com a consciência; não mais o medo de um Deus impiedoso. Antes, ele olhava para Cristo na cruz com total gratidão porque havia compreendido que somente a graça de Deus (sola gratia) o podia salvar. Nunca antes ele recebera tal dom.
Agora via o quão insensato fora ao focar em suas obras humanas em vez de se regozijar na graça, o dom gratuito de Deus. É como alguém que deseja dirigir um carro, mas depois de dar a partida e engatar a marcha, segue pisando no freio; nada acontece. Você simplesmente fica onde está e não avança nem um centímetro. Não obstante, seria tão fácil simplesmente pisar no acelerador! Naturalmente, não havia carros nos dias de Lutero, mas ele estava muito familiarizado com o medo e a ansiedade que surgem quando você não consegue ver qualquer avanço em seu relacionamento com Deus – até que, finalmente, através do Espírito Santo, você descobre que não precisa alcançar nada, porque lhe foi dado tudo como um dom gratuito. Isso significa que se eu confio em Jesus, não ficarei desapontado na minha fé.

 O QUE JESUS SIGNIFICA PARA MIM?
Posso ainda lembrar exatamente de como me senti quando me apaixonei pela primeira vez. Subitamente, tudo no mundo parecia lindo. E aquela menina especial era a pessoa mais maravilhosa do mundo. Especialmente seus olhos! Quando ela me olhava, parecia que eu estava no paraíso. Infelizmente, o acampamento de verão durou apenas uma semana e então todos voltaram para casa. Mas ela me mandou uma foto pequena. Sempre a carregava comigo na carteira. Aquele foi época maravilhosa, cheia de expectativas de um futuro feliz.

Muitas metáforas são usadas para descrever o relacionamento entre Jesus e a Igreja. Uma delas é a da Igreja como Sua noiva. Isso demonstra o quanto Ele nos ama. E é por isso que fez tudo para nos salvar, como a demonstração máxima do Seu amor. Na verdade, não podemos de fato compreender o que significa que o Criador do mundo, o governante do universo nos conheça, individualmente, como realmente somos, e que exatamente esse Seu conhecimento da verdade a nosso respeito é o que O leva a nos amar ainda mais. Fico simplesmente impressionado de quão valioso sou aos olhos de Deus. E nem mesmo precisamos competir, sermos o melhor em todos os desafios e chegarmos em primeiro lugar antes de sermos contados entre os vencedores; não é como uma competição na maioria das esferas da vida onde somente as superestrelas vencem. Nosso valor para Deus não depende do que nos tornamos ou do que realizamos. Temos valor para ele simplesmente porque Ele é o nosso criador. Nosso valor decorre, simplesmente, do fato de que Ele nos ama. Que tipo de Deus é esse? E quando eu o contemplo na cruz, começo a apreciar esse amor infinito do qual nunca poderíamos ser merecedores.

NOSSO LEGADO
Jesus viveu entre os homens e exemplificou a justiça e o amor de Deus. Deus sabia que a única língua que os seres humanos compreenderiam seria a do AMOR. “Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos” ( João 15:13). Jesus morreu e ressuscitou e, atualmente, está ministrando no santuário celestial em nosso favor. Não precisamos pagar pelo perdão de nossos pecados; simplesmente pedimos perdão. “[…] Ele é fiel e justo para nos perdoar todos os pecados e nos purificar de qualquer injustiça” (1 João 1:9). Desmerecedores como somos, a graça de Deus nos cobre, mas nunca podemos subestimar a graça de Deus, pois um dia todos teremos que prestar contas. Nossa gratidão para com a graça deve ditar nosso comportamento e conduta.

Nosso legado: “Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo, que não conheceu pecado, se tornasse pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo, sentimos nossa necessidade, reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Salvador e Senhor, Substituto e Exemplo. Essa fé salvadora advém do divino poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo, somos justificados, adotados como filhos e filhas de Deus, e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito renova nossa mente, escreve a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração, e recebemos o poder para levar uma vida santa. Permanecendo nele, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no juízo (Gn 3:15; Is 45:22; 53; Jr 31:31-34; Ez 33:11; 36:25-27; Hc 2:4; Mc 9:23, 24; Jo 3:3-8, 16; 16:8; Rm 3:21-26; 8:1-4, 14-17; 5:6-10; 10:17; 12:2; 2Co 5:17-21; Gl 1:4; 3:13, 14, 26; 4:4-7; Ef 2:4-10; Cl 1:13, 14; Tt 3:3-7; Hb 8:7-12; 1Pe 1:23; 2:21, 22; 2Pe 1:3, 4; Ap 13:8).”2

A PROMESSA DE DEUS PARA VOCÊ:
“Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações” (Jeremias 1:5, RA) 
“Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (Tito 4:7, RA)

1º DIA DA SEMANA DE ORAÇÃO JOVEM, NA IGREJA ADVENTISTA DO TANCREDO NEVES;A importância da Palavra de Deus (sola scriptura)

Neste sábado 22/07, deu inicio em todas as Igrejas Adventistas do Setimo Dia, a semana de Oração do Ministério Jovem,com a temática: Revolução.A reforma que mudou o Mundo
No primeiro dia, um sábado de adoração, louvor e adoração a Deus, o irmão Geriberto Barbalho,nos transmitiu a mensagem bíblica, ao qual abordou, um pouco a historia de Martinho Lutero e seus dilemas.

A importância da Palavra de Deus (sola scriptura)

PALAVRAS PELAS QUAIS PODEMOS VIVER 
Alguns eventos mudam nossa vida. Um acidente de trânsito, por exemplo, que interrompe todos seus sonhos: de um minuto a outro, todos os planos projetados para a vida já não valem mais nada; você tem que se reinventar. Nada é como antes e você se pergunta como será o seu futuro. Isso é exatamente o que o jovem Lutero experimentou em julho de 1505 enquanto viajava de sua cidade natal, Mansfeld, para a Universidade de Erfurt. Perto da cidade de Stotternhem, ele foi apanhado por uma forte tempestade de verão e um raio caiu perto dele. Ele ficou tão petrificado com esse encontro tão perto da morte que prometeu a Deus que iria mudar sua vida radicalmente; entraria no monastério e se tornaria um monge. Foi no monastério que ele conheceu a Bíblia pela primeira vez. A Palavra de Deus, a “querida Bíblia”, como posteriormente a chamava, se tornou o fundamento e a norma de sua fé, vida e pregação. 
CONTEXTO HISTÓRICO E INTERPRETAÇÃO DA PINTURA
 Pouco depois, Martinho Lutero foi enviado para a nova universidade, em Wittenberg, para ensinar Filosofia e estudar teologia, ao mesmo tempo. Em 1512, ele  obteve seu doutorado em Teologia, pela Universidade de Wittenberg. Ele não era um estudioso recluso que somente se ocupava do estudo. Além de seus deveres de ensinar na universidade, ele recebeu a responsabilidade de atuar como pastor na Igreja da Cidade. Portanto, ele estava sempre em contato com muitas pessoas. Sua congregação compreendia sua pregação e ficava profundamente impressionada com a forma pela qual ele explicava as Sagradas Escrituras. Esse cenário é retratado na parte inferior da pintura do Altar da Reforma, onde Lutero está em pé pregando do púlpito; a Bíblia permanece aberta diante dEle, tendo a mão esquerda apontada para ela. A mão direita está apontando para Cristo, para o centro de nossa fé (no centro da pintura). A roupa de Jesus, na cruz, está esvoaçando com o vento, simbolizando o Espírito Santo por meio de quem as palavras do pregador recebem autoridade, através de quem o próprio Jesus fala e por meio de quem a congregação entende. À esquerda do quadro, podemos ver uma parte da congregação, em Wittenberg. O homem idoso, com barba longa, na parede do fundo é o próprio pintor, Lucas Cranach, o Velho; a mulher no primeiro plano, com um lenço vivo, é a esposa de Martinho Lutero, Katharina von Bora; os filhos estão reunidos ao seu redor. E assim como em uma situação real da igreja, nem todos sempre estão ouvindo atentamente o sermão, mas observando os demais presentes. Um jovem está olhando para as jovens; uma delas está cochichando algo para a outra. Vemos um culto normal da igreja, assim como ocorre hoje. A pintura com o sermão faz parte do pedestal do altar ou da plataforma. Normalmente, era aí onde a igreja mantinha suas relíquias sagradas. Porém, elas tinham cada vez menor valor para Lutero. Por fim, ele as rejeitou como totalmente inúteis. Antes, sua ênfase estava no verdadeiro tesouro do evangelho que poderia trazer alívio e paz ao crente: em suas 95 teses, as quais pregou na porta da igreja, e que desencadeou a Reforma Protestante, ele diz (tese 62): “O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus”. Os verdadeiros tesouros não são, portanto, relíquias que podem ser compradas por grandes somas de dinheiro, mas o Evangelho, as boas novas, a mensagem de que Jesus Cristo morreu na cruz por nós. Proclamar esse evangelho se tornou o trabalho da vida de Lutero, como Doutor em Teologia na universidade, como pregador na Igreja da Cidade, como amigo, como pai e até mesmo como testemunho diante dos governantes na assembleia imperial. 
 O GRANDE VALOR DA BÍBLIA PARA MARTINHO LUTERO 
A Palavra de Deus, disse Lutero, não é antiquada ou moderna, ela é eterna. Consequentemente, um de seus slogans era: “Verbum dei manet in aeternum” (“A palavra de Deus permanece para sempre”, baseado em Isaías 40:6-8, citado em 1 Pedro 1:24-25). Visto que a Palavra de Deus não muda, em contraste com nosso mundo transitório, não há melhor fundamento sobre o qual construir nossa vida, independentemente de nossas circunstâncias. Podemos confiar nela. Ela ainda tem o mesmo poder de quando os profetas foram inspirados a escrevê-la em nome de Deus. É por isso que vale a pena depositarmos toda nossa confiança nela. A Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras, é suficiente para a vida e para a morte. Ela era tão importante para Martinho Lutero que, na quarta estrofe do famoso hino, “Castelo Forte”, ele escreveu o seguinte: “Sim, que a Palavra vencerá, sabemos com certeza”. Em outras palavras, a Palavra de Deus suplanta toda a autoridade humana, quer seja reconhecida ou não. E outro hino bem conhecido de Lutero inicia com as palavras: “Sustenha-nos, Senhor, com Tua palavra”.
 Ao estudar a Bíblia, ficou claro para Lutero que as boas novas que Jesus nos oferece, a salvação como uma dádiva gratuita, se encontra toda na Bíblia. Portanto, nenhuma tradição da igreja deveria suplantar e mudar o que a Escritura claramente ensina (sola scriptura).
 Essa declaração tão clara provocou a oposição da igreja. Não demorou muito e o reformador foi acusado de heresia. Quando ele foi intimado a comparecer diante da assembleia imperial da Dieta de Worms, em 1521, o Imperador Carlos V exigiu que ele abjurasse as coisas que havia escrito. Lutero não estava preparado para esse confronto; ele pediu tempo para considerar sua resposta. No dia seguinte, quando novamente confrontado com a ordem para negar o que havia escrito, respondeu: “Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão, porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos - pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável. Não posso fazer outra coisa, esta é a minha posição. Que Deus me ajude!”1  
A Palavra de Deus era tão importante para ele, que ele estava preparado para sofrer as consequências de seu compromisso com a Bíblia. Foi assim que Lutero se tornou conhecido como o homem das Escrituras. Por séculos, a igreja negara aos leigos e às mulheres o acesso à Bíblia; agora teve início um grande interesse pela Bíblia, que estava sendo disponibilizada na língua comum, em vez de no latim eclesiástico, que somente era compreendido por alguns eruditos.
 Assim sendo, parece lógico que Martinho Lutero tenha deixado de pregar em latim, preferindo, antes, pregar em alemão, a língua comum do povo. Mas isso não era suficiente. Para Martinho Lutero, o povo também deveria ser capaz de ler a Bíblia em sua própria língua. Para que isso acontecesse, a Bíblia tinha que ser traduzida. Uma oportunidade enviada por Deus surgiu quando o Príncipe Frederico, o sábio, trouxe Martinho Lutero para o Castelo de Wartburg, depois da Dieta de Worms, para protegê-lo do ódio da igreja e do imperador. Ali, na segurança do castelo, Lutero se empenhou na imensa tarefa de traduzir a Bíblia. Ele começou pelo Novo Testamento e, com a ajuda de amigos eruditos, o trabalho foi logo concluído. Em setembro do ano seguinte, 1522, a primeira edição do assim chamado “Testamento de Setembro” foi impresso. A Bíblia inteira, em alemão, foi publicada pela primeira vez em 1534. Lutero continuou fazendo melhorias em sua tradução, com o propósito de tornar a Palavra de Deus prontamente acessível e compreensível ao povo comum até sua morte. 
SEM A BÍBLIA, VOCÊ NÃO PODE SER CRISTÃO 
A “querida Bíblia”, como Lutero a chamava, era tão importante para o reformador que ele arriscou a vida por ela. Quanto a Palavra de Deus significa para você? Quando foi a última vez que você passou tempo com a Bíblia? Você ainda consegue se lembrar do que leu? Ou isso foi há tanto tempo que, para ser sincero, você tem que admitir que você de fato não conhece sua Bíblia? Você tem dificuldades para se engajar nas conversas sobre os ensinos da Bíblia. Você se assemelha a um adolescente que tem o último smartphone lançado, mas que não lhe serve para nada porque está sem bateria. A Bíblia pode nos dar muito mais do que apenas o bom sentimento de ter um exemplar na prateleira, embora, certamente, esse pode ser o primeiro passo na direção certa. Mas a Bíblia se destina a ser lida e ouvida; Deus deseja falar com você através de Sua Palavra. Você precisa se familiarizar com ela. É a carta de Deus para você. Somente então ela se tornará o que deve ser para você: a Palavra pessoal de Deus. 
NOSSA HERANÇA
 A Palavra de Deus, diz o profeta Jeremias (23:29), é tão poderosa que pode até despedaçar rochas. Ela penetra profundamente em nosso interior (Hebreus 4:12). Mas, acima de tudo, ela transformará nossa vida. Quer você acredite ou não, se você passar tempo explorando a Bíblia, você será transformado! Você entra na esfera da poderosa influência de Deus, que se torna uma fonte de força para nossa vida diária. Quando lemos e estudamos Sua Palavra, Deus vai nos mostrar o que mais precisamos conhecer: Jesus, o caminho, a verdade e a vida. Ele nos levará a abraçar a vida eterna e a experimentar a nova vida da santidade. É por isso que é importante ter sempre uma Bíblia pequena com você. Nesta era da tecnologia, é também possível ter a Bíblia em um aplicativo no seu celular. Desafio para cada jovem: memorizar a Bíblia. Faça isso em seu próprio ritmo. Registre todos os versos que você consegue dizer de memória. Busque aumentar o número de versos decorados, a cada mês. Chegará o tempo (em breve) que estaremos diante de tribunais para testemunhar. As bíblias terão sido tiradas de nós, mas temos a confiança de que o Espírito Santo trará à nossa memória o que fielmente estudamos.
 Em seu primeiro pequeno livro chamado Primeiros Escritos, a jovem Ellen White escreveu: “Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus!” Esse conselho surgiu de sua própria experiência de leitura da Bíblia que impactou e informou toda sua vida. Ela foi uma mulher das Escrituras que viveu com a Bíblia, amou a Bíblia e leu a Palavra de Deus todos os dias. Para ela, a Bíblia era uma verdadeira fonte de vida, assim como o foi para Lutero e, esperamos, que também seja para você. Nosso legado: “As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina. Os autores inspirados falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Nesta Palavra, Deus transmitiu à humanidade o conhecimento necessário para a salvação. As Escrituras 22 SEMANA JOVEM 2017 23 Sagradas são a revelação infalível, suprema e repleta de autoridade de sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o revelador definitivo de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na história (Sl 119:105; Pv 30:5, 6; Is 8:20; Jo 17:17; 1Ts 2:13; 2Tm 3:16, 17; Hb 4:12; 2Pe 1:20, 21)”.

terça-feira, 27 de junho de 2017

TV Novo Tempo deixa grade da SKY até agosto

A TV Novo Tempo deixará de ser vista na operadora de TV por assinatura SKY a partir do dia 27 de agosto desse ano. O contrato foi finalizado entre as partes e a programação do canal da Igreja Adventista do Sétimo Dia poderá ser vista, até essa data, pelo número 165 e não mais 14.
O diretor da Rede Novo Tempo de Comunicação, Antônio Tostes, lembra a todos que a TV Novo está em mais de 500 cidades em canal aberto no Brasil, incluindo 19 capitais do País. Para saber de cada uma destas cidades e seus respectivos canais, basta acessar o site.
A TV Novo Tempo continuará transmitindo sua programação normalmente por meio das antenas parabólicas, pela NET nos canais 184 ou 684, pela operadora CLARO nos canais 184 ou 684 e pela operadora OI no canal 214. A emissora informa, ainda, que continua a trabalhar para ampliar o alcance do seu sinal e oferecer cada vez mais qualidade. E que segue com investimentos, também, na produção de novos conteúdos cristãos.





                                                        Fonte Original:http://noticias.adventistas.org/pt/